sábado, fevereiro 23, 2008

FpD, UMA NECESSIDADE NACIONAL

Da leitura que fazemos do texto “Desafios Políticos da FpD” (ver www.fpdnoparlamento2008.bolgspot.com), constatamos que a luta para o surgimento de uma grande frente democrática para as eleições de 2008, é um dos mais nobres objectivos colocados pela FpD. Nós também acreditamos, que só uma FRENTE constituída por mulheres e homens honestos e competentes, intelectuais de valores, técnicos, homens das artes, estudantes, empresários, lideranças cívicas e de opinião, homens sérios do nacionalismo angolano poderá:

a) Constituir-se como séria alternativa ao poder instituído e inverter a lógica de + 30 anos de governação;

b) Evitar a bipolarização da vida política entre as duas forças do GURN.

É no contexto da Grande Frente que a FpD se propõe constituir um grupo PARLAMENTAR. Mas para que este grupo tenha força de mudança, tem de ser o mais extenso possível, integrando os principais homens da GRANDE FRENTE.

Por isso, o surgimento desta Frente não é só uma necessidade Nacional, é um dever que assiste a todos que querem mudar. Esta Frente pode ser alcançada. Precisamos todos de acreditar. Senão Vejamos:

a) A maior parte dos homens honestos deste país não pertencem ao partido do poder. E querem mudar;

b) A maior parte dos angolanos, os que mais sofrem com estes governantes, são homens honestos e simples. Estes sem dúvida, querem mudar;

c) Muitos dos que se encontram no partido do poder são cidadãos simples e honestos, submetidos ao manobrismo dos poderosos da grande família. E também querem mudar;

d) Muitos dos que têm o “famoso cartão” (Todos nós o sabemos e o poder também) não têm nada a ver com as maquiavelices do partido do poder. Eles rogam por uma situação mais justa, para se verem livres do cartão. E querem mudar;

e) Muitos empresários, e angolanos com alguma riqueza, feita com esforço e sacrifício, não conseguem maior desenvolvimento das suas vidas e negócios devido ao egoísmo do poder estabelecido. Estão descontentes e também querem mudar;

f) Milhares de jovens não conseguem continuar os seus estudos, ter família estável, ter êxito na vida devido a esta governação que os despreza. Estes também querem mudar.

Afinal, não são poucos os que querem mudanças sérias, talvez sejam a maioria. O País reclama por uma verdadeira mudança. É muito injusto que este País continue a resvalar para o abismo. Temos a certeza que uma frente com as características que se pretende, pode surgir aos olhos do país como uma verdadeira alternativa. O que muitos precisam, é que lhes seja explicado muito bem, como se vai construir a mudança, como se constitui uma FRENTE POLÌTICA de VALORES.

Acreditamos que poderá haver grande surpresa nas próximas eleições, o próprio partido do poder sabe e tem medo desta realidade. Ma já é quase inevitável. Vamos iniciar a Grande Mudança. Tenhamos FÉ. São muitos os que querem MUDAR. É preciso agir, Hoje e Agora.

segunda-feira, fevereiro 18, 2008

OPOSIÇÃO EFECTIVA É FAZER FRENTE

Há pessoas que ao falarem da oposição, atribuindo-lhe responsabilidades pela situação do país, confortam a desgovernação do partido da situação. São, muitas delas, pessoas respeitáveis e honestas no seus propósitos mas, com o devido respeito, demonstram não conhecer o país real.

Porque é consabido que muito dos acto dos vários partidos da oposição não são do conhecimento do público porque há um bloqueio ao nível da comunicação social. Ora, hoje, na era da comunicação, quem não aparece não existe! Não podemos também julgar a acção dos partidos da oposição em bloco, sabendo até que alguns desses partidos só se dizem da oposição, na verdade, fazem parte da base de apoio do Governo. Alguns são pouco mais do que "bocas de aluguer" para torpedear as acções e posições dos partidos de oposição de facto. Por exemplo, o líder do PSD afirmou publicamente que tem um acordo com o partido da situação para fazer barreira à oposição. (Votar em partidos como este é votar na situação). O melhor é mesmo falar de oposições e de cada partido em particular. Diz-se que a oposição nada faz mas, por exemplo, a FpD (FRENTE PARA A DEMOCRACIA) tem estado em todas as frentes de luta do movimento reivindicativo e social. Nada é dito nos media do Estado. Apenas uma ou outra notícia na imprensa independente que tem pouca circulação. Mas a FpD está sempre lá. Com as zungueiras, com os moradores da Boavista, com os da Cambambas, com os do Gika e outros. Denunciamos a repressão e apoiamos os "presos políticos" de hoje. Os seus militantes e dirigentes têm sido presos, como foi o caso de Mateus Massinga em Cabinda.

A FpD participa em todos os grandes debates do país e tem um pensamento próprio, fazendo propostas em todas as áreas: do Estado, da Economia e da Sociedade. Na Assembleia Nacional temos várias propostas de Lei que não passam. Denunciamos, logo a seguir a sua publicação, as inconstitucionalidades da Lei Eleitoral.

Somos efectivamente oposição: criticamos, demonstramos e propomos. Somos idóneos e maduros e não temos nenhum problema em dizer que alguma coisa é positiva quando isso acontece.

Somos uma alternativa e com o apoio dos cidadãos seremos uma força de mudança ao serviço da sociedade, porque somos também um partido de confiança. Sejamos pois justos e não coloquemos todos no mesmo saco. Mas sobretudo, ninguém deve demitir-se das suas responsabilidades como cidadão.

Por uma Angola Democrática façamos FRENTE, vamos em FRENTE, eu faço FRENTE.

Isaac Varanda Muhongo

COLOCAR UMA VERDADE ONDE ESTÁ UMA MENTIRA

Este mail, abaixo copiado, é resposta de um leitor, cujo o texto não é assinado, ao artigo de S. Araújo, com o título «A auto atribuição da data de 4 de Fevereiro».


A verdade histórica é um bem na conquista de uma relação sadia dentro de uma sociedade.

Criei uma relação de simpatia por este comentário, porque o seu autor mostra, não só, ser portador de conhecimento privilegiado sobre a questão levantada pelos jovens, mas também, por verter mais luz ao tema. O comentário não deixa de colocar-se em consonância com muitas vozes que negam aquilo que foi ensinado na história oficial, e coloca um enfoque diferente na abordagem do problema. Entretanto, há alguns aspectos formais que me preocupam e que gostaria de comentar:

Questão prévia: Estou inteiramente de acordo com a preocupação dos jovens ao pretenderem ser esclarecidos, em definitivo, sobre este facto político, de certa relevância histórica para o país, que lhes foi apresentada por diversos meios (escola, ambiente familiar, encontros políticos, declarações de personalidades políticas etc.), como tendo ocorrido sob a paternidade de determinado movimento político (o MPLA).

1º Não acho que o percurso deste problema tenha ficado pela mera usurpação da paternidade da data. Mesmo que assim fosse, aceitando as circunstância compreensíveis que levaram a tomada de posição,” oportuna”, seria de bom tom e politicamente correcto assumir a seu tempo a verdade dos factos. Mas, o posicionamento político circunstancial, historicamente necessário, foi reelaborado e num segundo momento, transformado num património histórico e político de relevo de um dos movimento independentista (o MPLA). Passou a ser um marcador simbólico de grandiosidade nacionalista, e utilizado indevidamente como capital histórico e institucional na cena politica nacional.Este aproveitamento foi intencionalmente estruturado num discurso politico e numa historicidade com várias inverdades, que entrou inclusive na formação escolar de algumas gerações mais novas.

Portanto, penso ser neste desenvolvimento posterior, nesta tentativa de perpetuar tal situação sustentada numa construção falsa e distante da história, que passamos da “usurpação da paternidade” à falsificação da história. Neste aspecto, concordo que tenha havido falsificação, e sou de opinião que deve ser dado o verdadeiro nome as coisas.

2º Quanto a questão dos ganhos que o País poderá ter com estas polémica. Acho que os jovens, ao reclamar o conhecimento da verdade e ao proporem uma reflexão sobre o tema, demonstraram uma preocupação que é legítima, actual e pertinente. Pois, um facto histórico que acabou por entrar na memória colectiva da sociedade angolana e na eventual formação destes jovens, não deve ser deixado a sorte do silêncio intencional daqueles que não podendo sustentar a mentira, preferem a ausência da verdade, um vazio muitas vezes preenchido pelo que ficou dito( a mentira).

A reconstituição da história não é uma necessidade meramente académica ou um exercício que deverá ser encarado como pouco importante. A história das sociedades e nações modernas, são pródigas em exemplos de busca da verdade para criar e construir entendimentos e paz social, diria mesmo para exorcizar os países dos maus instintos e espíritos.É também um bom exercício de pedagogia na criação de novas mentalidades e formas de estar na vida social e política. O necessário é fazer vingar, normas de civilidade no debate. É preciso passarmos a colocar uma verdade no lugar onde terá sido posta uma mentira. É o momento para perguntar :Não é também esta, uma boa altura para as pessoas saberem o que se passou e o que se passa no nosso país?

quinta-feira, fevereiro 07, 2008

TENHA JUÍZO TCHIZÉ - ENTRISTECES A «JMPLA»

Chegou o momento por que os angolanos esperaram há trinta anos. De mudar o país para melhor. Sabemos que o medo destroça os nossos corações e nos impõe o conformismo cúmplice que nos leva a tolerar os mais hediondos acontecimentos no nosso belo país.

Aceitamos, a custa de facilidades e favores dispensáveis, idolatrar o senhor todo-poderoso José Eduardo dos Santos. Até os seus filhos, também são já iluminados, com grande capacidade e inteligências comprovadas, onde e por quem não sabemos, que são-lhes oferecidos a gestão de parte da Televisão Pública de Angola.

Corajosamente, ao contrário do pai – que não se atreve a falar e a intervir em público, senão por vozes alugadas, quando não compradas – Tchizé dos Santos, sem vergonha, quer atirar-nos, a todos, areia nas vistas com discursos falaciosos. Será verdade que Angola não tem gente capaz de fazer o que ela se propõe a fazer? Não se será que se trata da falta de oportunidades e de meios a que votam todos os bons profissionais para que continuem a sentir-se na pele de pedintes e mendigos, atrelados e alimentando o que se designa por sistema?

Os cidadãos pela FRENTE 2008 só se podem congratular com as eleições que estão a porta, porque será a oportunidade para que os angolanos ponham fim ao reinado despótico do senhor José Eduardo dos Santos.

Consideramos que a FpD (FRENTE para DEMOCRACIA) é o partido capaz de fazer mais e melhor pelos angolanos e por todos aqueles que amam este país e o seu povo.

A FpD vai proporcionar melhores condições de competição saudável para quem seja empreendedor, seja ela Tchizé dos Santos, seja o Reginaldo Silva, seja o Carlos Ferreira, seja o angolano desconhecido.

Há um capital humano brutal de talentos adormecidos e instrumentalizados, que deve ser colocado ao serviço da pátria. Sem liberdade, sem oportunidade e sem meios, não há inteligências que valham ao que o país pretende.

FORÇA COM O TEU VOTO, FORÇA COM A FRENTE!

segunda-feira, fevereiro 04, 2008

A AUTO ATRIBUIÇÃO DA DATA DE 4 DE FEVEREIRO

O presente artigo resulta da resposta de um leitor ao post com o título «4 de Fevereiro, onde estará a verdade». Vale a pena ler até ao fim esta contribuição para a clarificação da verdade histórica. Da nossa parte, nunca será excessivo discutir a verdade, quando feita desapaixonadamente.

Li a vossa curta noticia a propósito da próxima comemoração do 4 de Fevereiro. Preocupação sobretudo pela verdade histórica que tal feito encerra.

Quero exprimir-vos o meu breve pensamento:

a) considerar, a mera usurpação da paternidade da data, como "falsificação da história" parece-me excessivo. O que se passou foi que o próprio movimento de que resultou o 4 de Fevereiro, ainda hoje assim é, estava órfão de paternidade. As referências ao nosso Querido Cónego Neves, tanto quanto ao Paiva Domingos são inconsistentes; não têm sustentação factual. Baseiam-se em meros testemunhos verbais, moldados cada um, à medida de conveniências circunstanciais. Sabe-se simque foram participantes, talvez mesmo chefes de grupo, mas daí a ser autores de uma estratégiavai a distância da verdade. Confunde-se a bênção do Cónego e os seus conselhos com a concepção da estratégia e a coordenação da execução. Alguém, em seu perfeito juízo pode admitir que o Imperial e o Paiva algum dia possam ter concebido plano algum? Temo-los em boa conta mas, nada de exageros irracionais.

b) é notório um certo retraimento do MPLA a respeito da auto atribuição da data. Já admitem nada ter que ver com ela. Os testemunhos vivos, (ainda os há) dão conta de que teriam sido surpreendidos por notícias captadas por Lúcio Lara (o responsável pela coordenação da imprensa em Conakry) segundo as quais teria havido um ataque às cadeias de Luanda.

Na falta de paternidade o Comité Director, que a partida interrogativamente divagava, reuniu e muito bem, assumiu o feito e deu-lhe dimensão; em boa hora convenhamos, o projectou no nívelInternacional que lhe conhecemos em circunstâncias que resultaram em benefício para a nossa causa. O que se perdeu com isso?Depois, com a sua chegada a Luanda, é num outro momento da nossa história que absorve os seus autores como militantes seus, desde a clandestinidade. E isso foi mais um acto de grande inteligência e maturidade. Que não se via nos outros, sempre muito limitados em matéria de desempenhos intelectuais. O que lhes impediam então de o rejeitarem?

Discuti o facto com um dos nossos Kotas, que estava lá e rendi-me à conclusão de que terá sido melhor o resultado obtido com essa atitude, do que provavelmente seria se tivesse sido deixado sem a protecção, falha que aos Tugas mais convinha (certamente que a atribuiriam a um acto isolado de um "bando de turras, que queriam destruir o Portugal uno e indivisível")

c) não creio que se ganhe grande coisa (que o País ganhe) em manter em "fogo vivo" este tipo de polémicas. Sobretudo se fôr só para atingir aqueles que se auto proclamam fautores deste ou de outros feitos. Há mais polémicas para além das datas. Carlos Pacheco disse o que, muitos de nós já sabíamos há muito. E fê-lo por auscultação daqueles que têm os documentos que suportam os factos (que não estão na torre do Tombo).

É como, se quiséssemos perceber a Historia, ver alimentar o caso da data da fundação do MPLA (já contada e recontada) e pessoas com o nível de integridade de Paulo Jorge, aceitarem ser galardoados por anos de militância de uma organização que nem eles a conheceram, porque na ocasião ainda não existia.! Ou ler o VISÂO desta semana, que relaciona a data de tal fundação com o aparecimento do PCA de Viriato. E isto com ares de investigadores consabidos. Sabichões? Ignorância, é pouco. Talvez apenas pretensão! E o que no concreto ganha o País com isso? Porventura melhora a qualidade das pessoas que o servem e com quem tem de contar para se fazer? Morre menos uma criança no Hospital Pediátrico? Aumenta mais uma carteira na escola?

Meus cumprimentos e força rapaziada.
S. Araújo

domingo, fevereiro 03, 2008

www.fpdnoparlamento2008.blogspot.com

Está no ar mais um blog de apoio à FRENTE - FpD. Que se multipliquem iniciativas como estas.

Que ninguém tenham a menor dúvida: ANGOLA ganhará fazendo FRENTE.

http://www.fpdnoparlamento2008.blogspot.com/

quarta-feira, janeiro 30, 2008

4 DE FEVEREIRO, AFINAL ONDE ESTARÁ A VERDADE?

Dentro de 1 semana comemoraremos mais uma data histórica da Luta de Libertação Nacional, o 4 de Fevereiro.

Vergamos a nossa homenagem aos valentes Nacionalistas que na altura, numa relação de forças desproporcional, ousaram levantar corajosamente a sua indignação contra a injustiça, a repressão, em suma, contra a dominação colonial. O nosso respeito por todos os participantes e organizadores do levantamento, destacando nomes como (Cónego) Manuel Joaquim Mendes das Neves, Paiva Domingos da Silva e Imperial Santana, entre outros.

Nós, JOVENS de hoje queremos honrar a nossa história e os nossos heróis, mas queremos fazê-lo em nome da verdade histórica.

Durante muito tempo o discurso oficial ( do MPLA ), apresentou o 4 de Fevereiro como a data de início da sua luta armada.

Alguns estudiosos e historiadores, entre eles, Carlos Pacheco (em Repensar Angola), baseados em dados de investigação por eles realizada, chegaram à triste conclusão, que aquela versão era uma falsificação da história da luta de libertação de Angola.

Até agora não conhecemos qualquer posição oficial ( por parte do MPLA ) apoiada em dados sustentáveis, que venha recolocar a verdade. Afinal onde estará a verdade?

Convidamos todos os jovens angolanos a reflectirmos em conjunto sobre esta importante questão da nossa história.

Apelamos à FRENTE (FpD), aos restantes partidos políticos angolanos (principalmente a FNLA e o MPLA), à sociedade civil angolana, aos estudiosos e memórias ainda vivas da nossa história a utilizarmos este período para reflectirmos sem animosidades nem paixões perversas sobre esta data.

Honremos a nossa história e os nossos heróis respeitando a verdade.

Em FRENTE e com Verdade

(Este é um texto de um grupo de jovens anónimos, muito interessante, que leitores deste blog enviaram para publicação. Continuem assim a contribuir com textos e reflexões, este espaço é para fazermos a FRENTE).

sábado, janeiro 26, 2008

WILLIAM TONET E A LIBERDADE DE IMPRENSA

Há cerca de uma semana foi difundida uma carta anónima que teve como visado William Tonet, tendo sido ameaçado de morte se continuasse com os seus trabalhos jornalísticos sobre Miala e altas patentes das Forças Armadas Angolanas.

Há muito sabíamos que o nosso país não é democrático; há muito sabíamos que algumas altas patentes das FAA não aceitam de bom grado a democracia. Mas o que não sabíamos é que tais altas patentes são capazes, ainda hoje, de tão grande desnível, desnorte e desorientação.

William Tonet, para quem não sabe, é simplesmente um dos pioneiros, a par de Ricardo de Mello, do jornalismo livre que hoje se nota em Angola, apesar da relutância em ser aceite pelo partido do governo.

Quer queiramos, quer não, quer se goste ou não, WT é um símbolo do jornalismo em Angola. Mantém-se coerente ao longo de todos estes anos com o caminho que traçou. Não será certamente um homem livre de defeitos, como qualquer um de nós, mas é um cidadão cujas virtudes se elevam perante o cenário de atrofiamento de convicções, de vontades e de acção.

A ser verdade, será que desta vez o Ministério Público se dignará a abrir (e concluir) os inquéritos com vista a apurar a origem de tal prática criminosa?

Para FRENTE com a liberdade de imprensa.

domingo, janeiro 20, 2008

DIZEM QUE SOMOS DA GRANDE FAMÍLIA...

Eis a contribuição, em jeito de comentário, de "Bralido" ao nosso post com o título «Não Precisamos de ter o cartão da FRENTE»...

Já vai longa esta noite
Eles continuam a privar-nos do Sol
Os caminhos cercados
Atalhos armadilhados
Impedem-nos a caminhada

A fome cresce
A doença graça
Arrastam-nos até aos ossos

De repente
A sorrir de desprezo
Dizem que somos da Família
Da grande Família

Nos envenenam com vinho e cerveja
Nos fazem dançar toda a noite
E humilham homens sérios com cartões obrigatórios

Eles também pensam que somos gentios
Que se aceitamos / acreditamos
Que não pensamos

Ah...
Como queremos sair desta noite Horrível

de: Bralido Kwanza

sábado, janeiro 19, 2008

O PAÍS ESTÁ DE LUTO...

Morreu um filho da nossa terra. Na nossa tradição, e em quase todas as sociedades que nos são próximas, os falecidos merecem todo o respeito e consideração; ainda bem que assim é, pois não se podem defender, nem justificar a bondade que terá informado muitos dos seus actos.

Os CIDADÃOS PELA FRENTE2008 vergam-se perante a memória do concidadão VALENTIM AMÕES, a quem prestam homenagem.

O nosso país está entristecido, pois fica mais empobrecido o nosso parco e débil empresariado nacional. Estimemos a obra que fica e que o Estado saiba apoiar a afirmação, o crescimento e a consolidação de um empresariado nacional a altura da dimensão e riqueza do país que temos.

À família enlutada os nossos mais sentidos sentimentos de pesar.

RETROCESSOS NA POLÍCIA NACIONAL, DE QUE M É A CULPA…

Nos últimos tempos a sociedade angolana têm vivido inúmeros episódios de violência envolvendo elementos afectos a Polícia Nacional.

Sem titubeações e contemplações, é mais do que justo que se critique frontalmente tais actos bárbaros que vão ceifando vidas humanas do nosso já martirizado povo.

Mas, se é verdade que a sistemática ocorrência parece indicar um plano gizado para sedimentar o medo e o terror na proximidade de actos importantes que exigem coragem ao povo angolano, não menos verdade é que os simples agentes da Polícia Nacional são meros instrumentos, muitos dos quais vítimas também da miséria e do medo que há muito faz morada nas nossas consciências.

A exoneração do porta-voz da Polícia Nacional, um jovem solicito e aberto, com formação que se exige a uma polícia que se pretende moderna e de um Estado de Direito, é sinal de que continuamos a não aceitar os gérmenes da mudança que o país precisa. Infelizmente.

Mas para FRENTE é o caminho. Os polícias estão para defender a legalidade democrática. Só a legalidade democrática está a FRENTE de todos os interesses individuais.

sexta-feira, janeiro 18, 2008

PARABÉNS MULHERES ANGOLANAS, FAÇAM A FRENTE QUE SEMPRE VOS FOI NEGADA

A selecção nacional sénior feminina de andebol consolidou ontem, quinta-feira, 17/01, a superioridade na modalidade em África ao vencer na final, no pavilhão da Cidadela, em Luanda, a Cote d`Ivoire, por 39-27.

Estão, pois, de parabéns as vilipendiadas mulheres do nosso belo país. Angola está de parabéns.

As mulheres angolanas estão convocadas a continuarem a fazer FRENTE para o sorriso de todos nós.

Para FRENTE é o caminho!

quinta-feira, janeiro 17, 2008

IMPEDIR QUE SE MATE A LIBERDADE DE IMPRENSA

Trecho da posição e apelo da FpD por ocasião do 13.º aniversário do assassinato de Ricardo de Melo, então director do IMPARCIAL FAX.

"A FpD, ao mesmo tempo que exprime o seu reconhecimento pelo contributo que RICARDO DE MELO deu à luta pela Liberdade de Imprensa em Angola, estende o seu abraço solidário a todos os jornalistas vítimas desta estratégia retrógrada, designadamente ao ARMANDO CHIKOCA que cumpre ̋ ilegalmente ̏ uma pena correccional de 30 (trinta) dias de prisão efectiva, única e simplesmente porque no exercício da sua profissão de jornalista ousou informar sobre uma manifestação de vendedores de um dos mercados da cidade no Namibe, no seguimento de uma posição policial que visava retirá-los do local de venda e impedir a realização do seu trabalho de repórter".

quarta-feira, janeiro 16, 2008

DEMOCRACIA PLURALISTA E PARTICIPATIVA

A FpD defende:

Uma Democracia pluralista e participativa.

Um regime democrático, assente em instituições sólidas, moldadas, não segundo o interesse do mero crescimento económico, mas conformadas na base dos direitos, liberdades e garantias fundamentais dos cidadãos e dos mecanismos para o seu exercício.

A FpD QUER COLOCAR OS ANGOLANOS NO CAMINHO DA CIVILIZAÇÃO TECNOLÓGICA

Visite o web site do partido Frente para a Democracia: www.fpd-angola.com

É importante que o site deste partido seja concluído o mais rapidamente, pois está em construção. Não há tempo a perder. Quem quiser apoiar de alguma forma deve fazê-lo, enviando para o efeito as suas sugestões para os contactos do referido partido.

terça-feira, janeiro 15, 2008

NÃO PRECISAMOS DE TER O CARTÃO DA FRENTE

Para fazermos FRENTE não precisamos ter o cartão da FRENTE, não precisamos dar a cara, não precisamos pôr em risco os nossos empregos na PRESIDÊNCIA, NA ENDIAMA, NA SONANGOL, NO BPC, NO BAI, NO COMITÉ DE ESPECIALIDADE, NOS NEGÓCIOS, ETC, precisamos só de, silenciosamente, passar a mensagem de que chegou o momento de mudar o M. O VOTO É SECRETO.

Um direito novo a consagrar no léxico político angolano é: «todo o angolano tem direito a aceitar o dinheiro supostamente do Mpla, mas não deve em consciência votar na Miséria».

O dinheiro que é esbanjado na tentativa de aliciamento de cidadãos é dinheiro público e não de um partido. Aceitem todo o dinheiro que vos derem. Mas tenham presente que as vossas consciências valem muito mais.

FAZER UMA FRENTE FORTE, COM O VOTO

O país precisa de mudar de rumo. Há áreas absolutamente estratégicas que merecem toda a atenção do Governo de Novembro de 2008. A Educação, a Saúde, a Habitação e Infra-estruturas e as Finanças Públicas. A FpD tem gente capaz para isso. Só precisa da confiança dos cidadãos.

No GOVERNO ou na OPOSIÇÃO, a FpD é a força com que pode contar para representar a verdadeira cidadania. Os cidadãos não podem continuar a servir apenas para os momentos difíceis do país.

Crescimento sem Desenvolvimento não vale nada. Os cidadãos não sentem nada dos números que estão sempre a crescer do petróleo. O que se sente é mais e mais pobreza, mais e mais desgraças no dia-a-dia dos angolanos.

A FpD sabe que não tem uma varinha mágica, mas os seus membros parecem pessoas muito idóneas para constituírem a FRENTE que falta ao país. Não podemos continuar a ter um GOVERNO tão fraco na governação e ao mesmo tempo tão desguarnecidos na oposição. A solução é fazer uma FRENTE forte, com o VOTO.

FRENTE - A PONTE QUE O PAÍS PRECISA

O país tem vivido um novo ciclo. Ciclo este que pressupõe perdão, mas não esquecimento, sob pena de voltarmos a cometer os mesmos erros. Perdão que deve ter como contrapartida justiça e sentido de responsabilização.

Os novos tempos que sopram sobre o país exigem novas lideranças e novas capacidades de projectar e de realizar.

A FRENTE PARA A DEMOCRACIA é um partido que tem gente capaz. Gente que não tem os resquícios da guerra. Gente que sabe o que é a paz. Gente que tem no seu traço identitário o diálogo, o bom senso, a tolerância e a experiência de vivências democráticas. A FRENTE PARA A DEMOCRACIA PODE FAZER A PONTE QUE O PAÍS PRECISA. O Mpla e a Unita precisam de alguma depuração.

Haverá certamente oportunidade para mostrar o perfil dos membros de direcção da FpD, para que os angolanos possam ver que são pessoas muito capazes, com posturas éticas aceitáveis, com inteligências necessárias e com empenhamentos profissionais dignos de quem deve ser o mandatário do cidadão na Assembleia Nacional.

SIMPATIA PELA FRENTE PARA DEMOCRACIA

O presente espaço não é um site oficial, nem pretende ser, do partido FpD – FRENTE PARA A DEMOCRACIA. Os seus protagonistas são cidadãos independentes, cujo único interesse que aqui declaram é a simpatia que nutrem pela FpD e, sobretudo, pelas pessoas que o corporizam.

As “ELEIÇÕES 2008” e a divulgação da FpD, o perfil dos seus membros, as ideias destes e a intensa actividade cívico-partidária que levam a cabo em prol de ANGOLA e dos ANGOLANOS, são dois dos objectivos deste espaço.

O país que nós temos continua a ser muito mal governado. Temos que mudar algo. As coisas não podem continuar assim. Temos que agir, fazendo frente à situação.

Desde 1975 que os angolanos não teriam razões para viverem na penúria e na miséria. Mas a verdade é que a esmagadora maioria dos cidadãos sobrevive lastimavelmente. Desde aquela data que os angolanos são senhores do seu próprio destino. Desde aquela data que o Mpla tem governado o país. A Unita também tem sérias responsabilidades no estado actual do país.

Muitos dos senhores da guerra, e quase exclusivamente eles, são os que hoje beneficiam das riquezas do país, enquanto uns poucos na periferia do poder vivem das benesses do regime, como se estivessem destinados a ser “mendigos do Mpla”.